Histórias de corrida, yoga, alimentação, produtos e provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat. Se quiser, fala comigo no corredorazen@gmail.com







Cada um faz a confraternização de final de ano que gosta, certo? Pois a minha envolveu muitas subidas. E uma pedra. Uma pedra BEM grande. E também não foi uma só, foi uma sequência de 3 eventos, cada um deles envolvendo um tipo diferente de piramba.
Tudo começou com o último treino oficial do ano, que teoricamente seria um treino longo porém festivo na USP, com direito a convescote social no final. Acabou virando o agora já famoso Treino das Muitas Biologias. Todo mundo sabia que o treino ia começar com 8 Biologias --ou seja, subir 8X a ladeira da Biologia. Dureza, mas quando vc se prepara psicologicamente, tudo bem. Depois disso, a promessa era de "vamos correr pelas ruas", que é aquele treino mais tranquilo onde você consegue conversar com as muitas pessoas que estariam ali comemorando o fechamento dos treinos no ano.
Mas quem ia comandar o treino? A Cris. Então eu devia saber melhor que não tinha como as coisas serem tão tranquilinhas assim. Assim, depois das 8 Biologias, vieram as escadarias, o Treino Baloba que já descrevi no post anterior. Sobe de 1 em 1 degrau, depois de 2 em 2, depois de 3 em 3 e... começa tudo de novo. Várias vezes depois, todos pensando Ahá, agora é aquela hora de sair correndo pelas ruas e parar de fazer tanta força.
Aí de repente a gente ouve um "Então, o treino mudou. Tem ritmos muitos diferentes entre a galera e para ficarmos todos juntos vamos fazer mais... 8 Biologias". Precisava muito fotografar a nossa cara nesse momento. Tinha de indignação, ódio mortal a pura estupefação e descrença, com pessoas falando Hahaha, boa Cris, agora fala sério qual o treino. Você já viu ela brincar em treino? Então lógico que era sério.
E assim começamos a correr ladeira acima DE NOVO. Entendam, pessoas, que o fator psicológico aqui é essencial. O corpo vai, mas a mente se revolta. A nossa única diversão era a Vivi soltando um irônico IUPI, SÒ FALTAM 7! a cada nova subida. E assim foi, até que IUPI! o treino acabou, fechando a nossa confraternização Parte I.
A Parte II foi no Natal, ou melhor, dia 24/12, um treino entre amigos em Atibaia. A proposta? Fazer o longo de 30K subindo a Pedra Grande. Gente corajosa e motivada, juntou uma galera sangue bom as 7h da matina, com direito a rolo de fita para o pelotão da morte (aquele que chega em metade do nosso tempo) ir demarcando o caminho. O que aliás Paulinho, Cris (que até sacrificou a própria camiseta quando a fita acabou) & CIA fizeram com uma competência de dar inveja a organizador de prova outdoor. A função do lanterninha era ir recolhendo as fitas, para não deixarmos rastros além das marcas de tênis na trilha.
Pessoas, que treino foi aquele? Mais de 21K de pura subida. Você sobe em estradão de terra, sobe em trilha, sobe em estradinha, sobe no cascalho e sobe e sobe e sobe. Nossa sensação era a de que já já íamos avistar os portões celestes e S. Pedro ali parado perguntando o que é que vcs estão fazendo aqui. Confraternizando S. Pedro. Sol a mil, mochila de hidratação nas costas e um visual ESPETACULAR. Mas cansa viu? E quando você acha que nunca mais vai chegar mesmo e você com certeza perdeu uma das fitinhas e errou o caminho (e dava para se perder bem), de repente você chega lá no topo da Pedra Grande. O que eu e a Déia fizemos em grande estilo, porque a gente pode andar nas subidonas, mas entrar na Pedra Grande foi correndo, tipo lindas para a foto. E rolou um momento UAU!! VALEU A PENA SUBIR! Porque a vista é O MÀXIMO, vc chegou, está em cima da pedra.
Agora é fácil, só descer né? Errou playboy. A descida conseguiu ser muito, mas muito mais sofrida que a subida sem fim. Porque vc desce a pedra em linha reta, tipo desfiladeiro abaixo. E tinha erosão que não acabava mais. E onde você punha o pé rolava pedrinha e escorregava. E era muito inclinado mesmo. E quem tinha joelho dolorido chegou lá em baixo tipo joelholess (vulgo sem joelho). Mas foi demais.
Aí acabou né? Nada. Não podíamos encerrar 2011 sem um treinão no último dia do ano, vulgo hoje. Light? Não, mais uma subida na Pedra Grande. Mas dessa vez, S. Pedro estava de mau humor e estava chovendo, o quorum foi bem menor e a princípio a idéia era fazer um treino menor, tipo a Volta do Mackenzie.
Mas aí a Ceci tinha vindo para esse treino só para subir a Pedra Grande né? Pois é. "Não gosto de decepcionar meus alunos" - foi a deixa da Cris para garantir que com chuva ou sem, iríamos chegar até a pedra. Só que dessa vez foi ao contrário. Subimos pelo lugar da descida --tipo paredão, mas com a chuvinha estava muito melhor, escorregando bem menos e subir é mais fácil nesse caso. E olha que dessa vez fui com meu Brooks, que esqueci o chuteira em SP. Mas pensei, se a Adriana (leitora querida cujo email eu só achei essa semana hehehe) pode não só correr como ganhar a Bertioga-Maresias com esse tenis, eu também posso fazer um treininho com ele né?
Conquistamos a pedra grande pela 2ª vez em 15 dias, dessa vez com neblina, chuva e um vento dos infernos que gelou nosso grupo - mas não impediu Ceci e Renato de tirarem as necessárias fotos. Mas foi só começar a descer que tudo ficou bem.
O mais legal é que dessa vez descemos pelo lado oposto, ou seja, eu posso dizer que já dei a volta completa na Pedra Grande, uma sensação muito legal. E assim foi a última confraternização do ano. Subindo e descendo, correndo, andando e principalmente curtindo amigos queridíssimos, que é o que faz cada passada valer mais a pena.
Obrigada amigos, obrigada leitores, um SENSACIONAL 2012 para vocês pessoas queridas e nos vemos no ano que vem.










