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Mulheres

Osteoporose: uma doença silenciosa


Por Bruna Iasi | 10/04/2008 - Atualizada às 16:13

Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose, e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo, portanto risco de fraturas. Oitenta por cento desses pacientes são do sexo feminino, entretanto, o índice do sexo masculino aumenta na medida em que a média de vida continua a se estender.

A osteoporose é uma doença que se caracteriza por baixa densidade óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea, portanto, um maior risco de fraturas após traumas mínimos.

Durante a vida, o osso está em contínua renovação; o osso velho vai sendo removido e depositado osso novo. Esse processo é denominado de remodelação óssea e consiste de basicamente dois estágios diferentes: reabsorção e formação ósseas. Quando o osso removido pela reabsorção é completamente substituído, a resistência óssea é mantida. Na osteoporose, muito osso é removido e pouco é formado, levando a perda óssea e menor resistência.

A osteoporose é conhecida como doença “silenciosa”, pois as primeiras manifestações ocorrem apenas quando houve perda de 30 a 40% da massa óssea. Os primeiros sinais da doença são as fraturas, que ocorrem freqüentemente nas vértebras, terço distal do rádio, fêmur, úmero e pequenos ossos periféricos. Este quadro quando não tratado pode tornar-se uma doença dolorosa, desfigurante, incapacitante, com importante repercussão na qualidade de vida.

Os principais fatores de risco para a doença são:

  • Sexo: mulheres têm mais osteoporose que os homens, pois tem os ossos mais finos e mais leves e apresentam perda importante durante a menopausa;

  • Idade: quanto maior a longevidade do indivíduo, maior é o risco de desenvolver osteoporose;

  • História familiar: a susceptibilidade a doença é, em parte, hereditária;

  • Tamanho dos ossos: indivíduos pequenos, com ossos finos, são de maior risco que indivíduos maiores, com ossos largos;

  • Etnia: mulheres brancas e amarelas têm maior risco de desenvolver osteoporose do que negros;

  • Níveis hormonais: estrogênios protegem a massa óssea, na sua diminuição o risco de desenvolver o quadro aumenta;

  • Dieta: ingestão inadequada de cálcio e vitamina D é ruim para o tecido ósseo. O excesso de proteínas, fibras e sódio podem reduzir a absorção de cálcio;

  • Exercícios: a imobilização, o sedentarismo e períodos prolongados na cama são fatores de risco;

  • Fumo: mulheres fumantes apresentam níveis mais baixos de estrogênio e entram na menopausa mais cedo;

  • Álcool: o consumo regular de mais de dois drinques por dia pode ser danoso para o tecido ósseo.

  • Bruna Iasi


    Consultora Webrun da seção Mulheres. É bacharel em Nutrição pela São Camilo e Especialista em Fisiologia do Exercício pela UNIFESP - EPM.
    Blog: http://www.aventurasdeumacozinheirainiciante.blogspot.com.br/ Contato: bruiasi@yahoo.com.br

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